segunda-feira, 27 de julho de 2020


IA + RPA = venda remota de automóvel importado



Por Regis Fuchimi
Você compraria um carro importado ao ser atendido por um robô via WhatsApp, site da concessionária ou pelo Facebook? Antes da pandemia, isso parecia filme de ficção científica, porém, essa é a realidade para uma rede de concessionárias instaladas na capital paulista, que já vendeu mais de 50 carros dessa forma, incluindo importados.

Tudo com a intervenção humana apenas na última etapa que é a de pagamento, sem que o cliente tenha de ir fisicamente efetivar a compra. Processo 100% digital, rápido e sem erros, baseado em Inteligência Artificial e Automação de Processos Robóticos (RPA).

Essa solução está em uso na rede de concessionárias desde o ano passado, quando jamais sonharíamos uma situação como a atual, onde o modelo se encaixa como uma luva para quem, lá trás, já foi inovador e apostou na tecnologia como aliada.

A implementação utilizou também a computação cognitiva do Watson (da IBM) para criar um chatbot para o atendimento aos clientes das concessionárias, com o objetivo de garantir a satisfação do cliente e reduzir o tempo de resposta nos chamados.

Com a integração do chatbot à plataforma de atendimento digital da rede das concessionárias, foi possível implementar um robô com Inteligência Artificial capaz de:
- Tirar dúvidas dos clientes sobre consórcios, financiamento e serviços;
- Atender o cliente de forma eficiente que o conduza à compra do automóvel;
- Realizar o pós-vendas totalmente automatizado;
- Iniciar o atendimento para agendamento de revisões.

Neste caso, a inteligência artificial foi treinada para entender o cliente, responder ou redirecionar para o atendimento humano adequado. A RPA realiza todas as tarefas que eram feitas por um humano: entrar no sistema de financiamento bancário, realizar o login, navegar entre as telas, copiar informações e inserir os dados no ERP. Além disso, acessa e gera novos relatórios, salva o conteúdo em um repositório específico e encaminha via WhatsApp.

Tudo com segurança, sem intervenção humana, nem alterações na infraestrutura ou sistemas legados. Diferentemente de quando eram feitos manualmente, os relatórios referentes às vendas do dia anterior ficavam prontos apenas ao longo do dia seguinte, e hoje, por meio de IA e RPA às 7hs da manhã (antes do início do expediente), a solução gera os relatórios e envia, automaticamente, para todos os gestores das concessionárias da rede e para o Centro de Reparação.

Isso torna as tomadas de decisões mais assertivas e ágeis, impactando nos resultados imediatamente. Permite também aumentar a conformidade quanto a segurança e a confidencialidade dos dados. Em adicional, a comunicação do robô com os clientes pode ser via whatsApp, SMS e redes sociais, melhorando a experiência do usuário e a satisfação dos clientes.

Com a automação robótica de processos, as empresas podem fazer a prospecção mais assertiva na base de clientes, oferecer produtos e serviços diferenciados, enviar alertas de revisão, realizar conciliação financeira e contábil entre empresas do grupo e até mesmo agilizar o processo de inclusão de dados de NF (produtos e serviços) dentro do ERP, tudo isso sem falar na maior agilidade dos processos e menos erro.

As possibilidades são infinitas com essas tecnologias e, neste caso, não tem pandemia que possa atrapalhar as vendas, nem de automóvel importado!

Regis Fuchimi é RPA, Digital & Cognitive Advocate do Grupo Qualität IT

sexta-feira, 19 de junho de 2020


ViewSonic apresenta monitores, soluções colaborativas 
e comunicações dinâmicas na Infocomm 2020

Os novos produtos são: monitores LED all-in-one Direct View, monitores 
para apresentações sem fio, monitores e projetores portáteis, 
tecnologia interativa e e-Sports

 






A ViewSonic, há mais de 30 anos fornecedora global de soluções visuais, lança uma nova linha de produtos de colaboração e comunicação voltada para o setor de áudio visual profissional (ProAV) no InfoComm 2020. Durante o evento de experiência virtual InfoComm 2020, a ViewSonic lançará sua nova linha de displays LED all-in-one do Direct View, bem como uma nova série premium de displays para apresentações sem fio. 

A ViewSonic expande sua linha de projetores com base na tecnologia de estado sólido com dois novos modelos LS e, pela primeira vez, apresenta uma série de monitores portáteis para melhorar a produtividade. "As soluções de visualização estão sendo implantadas e usadas para mais funcionalidade do que os aplicativos tradicionais de sinalização digital", disse Bryan Phann, gerente sênior de linha de negócios da ViewSonic Corp.

As soluções de exibição da ViewSonic fornecem aos nossos parceiros AV produtos que auxiliam as empresas no fornecimento de informações e compartilhamento de anúncios atraentes para os clientes de um jeito novo e exclusivo. “Os novos produtos de apresentação que mostraremos no InfoComm 2020 são soluções que podem ajudar nossos parceiros de antivírus a continuarem a crescer, de produtos fáceis de instalar e para atender o tamanho e escopo de um espaço de escritório ou sala de aula ", completa o executivo.

Displays LED All-in-One Direct View  LD163 181
  •    Displays LED All-in-One Direct View de 163 polegadas.
  •    Construído para operação 24 horas por dia, 7 dias por semana e design pré-montado para instalação rápida e fácil.
  •    tamanho de pixel fino de 1,8 mm; 600 nits de brilho e uma taxa de atualização ultra-rápida de 3.840Hz.
  •    Resolução nativa 1080p Full HD (1920x1080); 120% Rec. 709 com uma ampla gama de cores.
  •    plataforma SoC integrada; Android 8.0 O / S; 4 GB de RAM; 32 GB de memória interna.
  •    Software ViewBoard® Cast integrado para compartilhamento de tela; Função de tela dividida 4 em 1.
  •    Compatível com os sistemas de controle automatizado Crestron, Extron e AMX.
LD135-151
  • - Telas LED all-in-one direct view  de 135 polegadas.
  • - Construído para operação 24 horas por dia, 7 dias por semana e design pré-montado para instalação rápida e fácil.
  • - tamanho de pixel fino de 1,5 mm; 600 nits de brilho e uma taxa de atualização ultra-rápida de 3.840Hz.
  • - Resolução nativa 1080p Full HD (1920x1080); 120% Rec. 709; ampla gama de cores;
  • - plataforma SoC integrada; Android 8.0 O / S; 4 GB de RAM; 32 GB de memória Interna;
  • - Software ViewBoard Cast integrado para compartilhamento de tela; Função de tela dividida 4 em 1;
  • - Compatível com os sistemas de controle automatizado Crestron, Extron e AMX;
Monitores para fazer apresentações sem fio CDE6520-W
  • - Tela para fazer apresentações sem fio de 65 polegadas com resolução nativa 4K Ultra HD (3840x2160);
  • - 450 nits de brilho e ângulos de visão de 178 graus;
  • - Compatível com PC Intel® OPS no slot e conexão Wi-Fi 802.11ac (2.4GHz / 5GHz);
  • - Processadores duplos de núcleo duplo, 3 GB de RAM e 16 GB de memória interna;
  • - Aplicativo de visualização integrado myViewBoard ™ e software de troca de conteúdo ViewBoard Cast *;
  • - Segurado pela 42Gears SureMDM.
·         CDE7520-W
  • - Tela para fazer apresentações sem fio de 75 polegadas com resolução nativa 4K
  • - Tela para fazer apresentações sem fio de 75 polegadas com resolução nativa 4K Ultra HD (3840x2160);
  • - 450 nits de brilho e ângulos de visão de 178 graus, 2 vozes altas de 16W;
  • - Compatível com PC Intel® OPS no slot e conexão Wi-Fi 802.11ac (2.4GHz / 5GHz);
  • - Processadores duplos de núcleo duplo, 3 GB de RAM e 16 GB de memória Interna;
  • - Aplicativo de visualização integrado myViewBoard ™ e software de compartilhamento de conteúdo ViewBoard Cast *;
  • - Segurado pela 42Gears SureMDM.  
CDE8620-W
  • Tela para fazer apresentações sem fio de 86 polegadas com resolução nativa 4K
  • - Tela para fazer apresentações sem fio de 86 polegadas com resolução nativa 4K Ultra HD (3840x2160);
  • - 450 nits de brilho e ângulos de visão de 178 graus, 2 vozes altas de 16W;
  • - Compatível com PC Intel® OPS no slot e conexão Wi-Fi 802.11ac (2.4GHz / 5GHz);
  • - Processadores duplos de núcleo duplo, 3 GB de RAM e 16 GB de memória Interna;
  • - Aplicativo de visualização integrado myViewBoard ™ e software de troca de  conteúdo ViewBoard Cast *;
  • - Segurado pela 42Gears SureMDM.
Monitores portáteis

Tela de toque portátil TD1655
  • Monitor touchscreen capacitivo portátil de 15,6 polegadas com resolução 1080p
  • Monitor touchscreen capacitivo portátil de 15,6 polegadas com resolução 1080p (1920x1080);
  • Tela sensível ao toque capacitiva projetiva de 10 pontos para uma experiência de escrita suave e natural (caneta incluída);
  • Design com 3 lados sem moldura;
  • Os conectores embutidos: dois USB tipo C para carregamento bidirecional e mini-HDMI;
  • Fina espessura de 0,6 polegadas e 1 kg de luz.
Monitor portátil VG1655
  • - Monitor portátil de 15,6 polegadas com resolução 1080p (1920x1080);
  • - Design fino: 0,6 polegadas de espessura e 1,8 libras de luz;
  • - Os conectores incluem: dois USB tipo C para carregamento bidirecional e mini-HDMI
  • - Prateleira embutida para suportar a orientação vertical e horizontal;
  • - Capa de tela incluída.
Projetores baseados em tecnologia de estado sólido sem lâmpada

Projetor a laser LS831WU
  • - Projetor baseado em laser de segunda geração com resolução WUXGA
  • - Projetor baseado em laser de segunda geração com resolução WUXGA (1920x1200) e 4.500 ANSI lúmens de brilho;
  • - Lente de alcance ultra-curto de 0,25 com design elegante para fácil integração em qualquer ambiente;
  • - Recursos que facilitam a instalação: configurações de posicionamento de 360 graus, modo retrato, correção H / V da distorção trapezoidal e ajustes de quatro  cantos;
  • - Entrada HDBaseT integrada para áudio / vídeo HD não compactado através de um único cabo de rede;
  • - Sistema Crestron e-Control embutido e software de gerenciamento RoomView Express para gerenciamento remoto; Certificações Crestron e AMX;
Refletor LED LS600W
  • - Projetor baseado na tecnologia LED de segunda geração; A fonte de luz LED RGBB melhora o brilho;
  • - Resolução WXGA nativa (1280x800) e 3.000 lúmens ANSI de brilho;
  • - Motor óptico vedado IP5X para evitar poeira e umidade;
  • - Projetado para operação contínua 24/7;
  • - 125% de precisão de cor Rec.709 com a tecnologia Cinema SuperColor + para reprodução de cores vivas;
  •    Os recursos para instalação flexível incluem zoom 1,2x, projeção de ângulo.



domingo, 31 de maio de 2020


ViewSonic apresenta novos modelos da série de 

monitores VX85 para escritórios 

e residências modernas



O VX2785-2K-mhdu e o VX2485-mhu oferecem resolução QHD e Full HD, apresentam a funcionalidade USB-C e a tecnologia AMD FreeSync

A ViewSonic Corp., fornecedora líder global de soluções visuais, apresenta os novos monitores da série VX VX2785-2K-mhdu e VX2485-mhu, projetados com estilo e ergonomia para caber nos modernos escritórios e residências atuais. Ambos têm um design fino e elegante que combina versatilidade e funcionalidade para uma experiência excepcional do usuário.

O VX2785-2K-mhdu e o VX2485-mhu oferecem recursos ideais para usuários que fazem streaming , editam e até para aqueles que adoram videogames diariamente. Apresentando um design sem bordas de  três lados, esses monitores oferecem uma experiência de visualização mais ampla e sem complicações, com mais espaço na tela, enquanto a mais recente conectividade USB 3.2 Tipo C C permite recarregar energia, vídeo ou áudio via cabo único. O design exclusivo da base circular permite rotação conveniente do monitor e ajuste de inclinação e melhor gerenciamento de cabos, pelos quais foi reconhecido com o prêmio iF Design

VX2785-2K-MHDU
– Monitor IPS de 27 polegadas com resolução QHD nativa (2560×1440)

– Inclinação de -5 / + 20 graus; rotação de até 30 graus

– Conectividade USB 3.2 tipo C; e entradas HDMI e DisplayPort

– Tecnologia AMD FreeSync que praticamente elimina a divisão linear e a oscilação da tela para obter imagens suaves e fluidas.
VX2485-MHU
– Monitor IPS de 24 polegadas com resolução nativa Full HD (1920×1080)

– Inclinação de -5 / + 20 graus; rotação de até 30 graus

– Conectividade USB 3.2 tipo C; e entradas HDMI e VGA

– Tecnologia AMD FreeSync que praticamente elimina a divisão linear e a oscilação da tela para obter imagens suaves e fluidas.

-“Com a série VX85 de monitores, a ViewSonic apresenta design e recursos técnicos premiados que permitem que os usuários de desktop se distinguam em seu trabalho”, diz Kenneth Mau, diretor da linha de negócios de monitores da ViewSonic. “Permitimos que os usuários criem espaços de trabalho confortáveis e estéticos, oferecendo a eles todas as funções necessárias para uma experiência visual incrível, trabalhando ou desfrutando de algum tipo de conteúdo de vídeo, graças ao VX2785- 2K-mhdu e VX2485-mhu que são perfeitos para o uso diário. ”

quinta-feira, 28 de maio de 2020


5 desafios enfrentados pelos CIOS neste momento



*Por Leonel Nogueira

Cada vez mais, o mundo como conhecemos deixará de ser físico para torna-se digital. A ávida transformação digital, da qual tanto falamos, ficou ainda mais evidente em decorrência da pandemia da COVID-19. Em isolamento social, a sociedade se viu forçada a se adaptar, rapidamente, a ferramentas digitais, quase em sua totalidade, hospedadas em cloud. 

Neste momento, sem precedentes, tornou-se consenso que nossos maiores aliados são as tecnologias emergentes e, por este motivo, as empresas digitais, nascidas de um ambiente ágil e em nuvem, têm tido ampla vantagem em relação às empresas tradicionais, devido à cultura de inovação, flexibilidade e escalabilidade.

Um estudo da Bain & Company mostrou que a maioria das organizações gasta até 80% de seus recursos na manutenção de ambientes legados, em vez de se concentrar em projetos inovadores para momentos como este. Já a pesquisa Global CIOs 2018-2019, realizada pela Deloitte, constata que 40% dos CIOs apontam ter foco em tecnologias emergentes, contudo, apenas 19% dos seus orçamentos são destinados à inovação, cujo o foco dos CIOs reside justamente na transformação digital.

Neste contexto, elencamos cinco principais desafios enfrentados pelos CIOs durante o isolamento social em diferentes partes do mundo, mas principalmente no mercado brasileiro:

Manter a continuidade dos negócios
A COVID-19 forçou organizações em quase todos os setores a alterar a forma como entregam produtos e serviços. O segmento de educação, por exemplo, teve de fechar instalações e mudar as aulas para a modalidade de ensino a distância.
Toda essa mudança, sem planejamento prévio, significou novos desafios em conectividade, segurança, disponibilidade e gerenciamento para a TI, que precisou responder à demanda rapidamente para garantir que a organização permanecesse produtiva.

Adequar a Infraestrutura
Segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, antes da pandemia já haviam mais de 12 milhões de pessoas que trabalhavam em home office, contudo, com a pandemia, em muitos casos foi necessário deslocar 100% da operação para este modelo de trabalho e providenciar e configurar notebooks a todos, garantir a disponibilidade e acesso à VPN, incrementar a segurança, entre outras demandas de infraestrutura.

Treinar e reciclar usuários
Poucos estavam preparados para as mudanças drásticas que ocorreram, incluindo a necessidade de trabalhar em diferentes: ambientes, dispositivos e circunstâncias. Neste contexto, coube a TI o desafio de treinar e auxiliar os usuários para operar os dispositivos, conectar-se aos sistemas remotamente e usar videoconferência de maneira correta e segura, entre outros.

Gerenciar e motivar a equipe de TI remota
Governança nunca foi tão importante e os líderes devem definir expectativas claras para o time referente às tarefas, prioridades e gerenciamento do tempo. Uma parte importante da operação da equipe de TI remota é estabelecer, por exemplo, um protocolo de comunicações. Uma estratégia é criar uma reunião de sincronização diária com o time para delegar tarefas, falar sobre as necessidades imediatas e planejar com antecedência a pós-pandemia.
O gestor de TI também deve observar a exaustão da equipe. A situação está se mostrando muito estressante por um período prolongado e isso é preciso ser levado em consideração nas decisões. E motivar a equipe é de vital importância, seja por meio de elogios em uma reunião de equipe ou um email de agradecimento, devido ao constante comprometimento.

Permanecer proativo, mesmo no modo reativo
Nestes momentos de crise, o movimento natural é se manter reativo à medida que surgem as demandas, que devem ser tratadas em tempo real. Mas a TI deve permanecer proativa para ajudar a manter a organização funcionando e bem posicionada para dar continuidade aos negócios. O desafio é ter ações reativas rápidas e eficazes, ao mesmo tempo em que proativamente se planeja como inovar após esse período.


*Leonel Nogueira é CEO da Global TI

terça-feira, 26 de maio de 2020

          Menos é mais -  estilo slow living


Estávamos de maneira muito sutil iniciando um processo de conscientização sobre a maneira como consumíamos, pois, era um processo desenfreado tentando suprir uma carência que não sabíamos de onde vinha e em decorrência a isto um desequilíbrio emocional que afetava tudo e todos.
De repente um vírus, obriga a todos voltarem para si e para a família. Nos fazendo pensar de forma coletiva, respeitando os seus e o entorno com medidas e cuidados que protejam a coletividade.
E quando menos se espera, nossas carências vão sendo supridas com o retorno ao lar, a família, nos preocupando com as coisas simples e sem a correria do dia a dia e as obrigações dos cumprimentos nos horários estipulados e compromissos assumidos e sabe o que descobrimos?  Não precisamos ter tantas obrigações, tantos compromissos nos levando para o mesmo lugar onde todas as empresas se concentram, congestionando as vias expressas, as principais avenidas e rodovias em um ir e vir alucinado para cumprir funções que hoje vemos que podemos executar de casa com mais qualidade e as nossas obrigações junto a empresa que trabalhamos sendo realizadas com mais dedicação e concentração.
Eu acho isto magnífico!! Você poder cuidar da sua família com mais atenção, participando de detalhes que antes pelos compromissos assumidos era impossível. Voltando a ter oportunidades de cozinhar para os filhos, brincar com eles em atividades lúdicas, sessão cinema, acampamento na sala. Organizar tarefas que pelo cansaço físico causado pelos longos deslocamentos era impossível, ou seja, perceber que você pode fazer muito mais pelo mesmo tempo disponível.
Isto nos remete a um estilo slow living. Desacelerando o ritmo, aproveitando mais seu tempo, repensando suas necessidades, entendendo que você pode usufruir de mais espaço trocando sua casa nos grandes centros por uma mais afastada em outro bairro ou outra cidade.
O cenário atual nos faz repensar em nossas necessidades e prioridades pois, toda realidade será transformada após este período de restrição e conscientização, trazendo para rotina questões que antes estavam esquecidas e que nos fez lembrar de quão prazerosas elas são. 
Consumir por consumir saiu de moda, essa pandemia trouxe para o contexto dos negócios e comércio a necessidade de revisitar as prioridades. O que antes em uma organização gerava resultados financeiros, persuadindo, incentivando o consumo, aumentando a produção e as vendas desenfreadas, não funcionarão mais.
Hoje, se faz necessário repensar no valor concedido às pessoas, no impacto ambiental, na geração de um impacto positivo na sociedade ou no engajamento com uma causa. É necessário também olhar definitivamente com confiança para os colaboradores já que o home office deixou de ser uma alternativa para ser uma necessidade. Importante repensar a sociedade do consumo e refletir o que é realmente essencial e ter isto como projeto de vida.
Será que não vale a pena ter um olhar diferente para essa situação e buscar para sua realidade questões que lhe tragam equilíbrio pessoal, profissional e social?
Reflita!! 
*Conceiyção Montserrat é CEO da Monteserrat Consultoria



quinta-feira, 12 de março de 2020


Corra para não perder a onda das fintechs

Por Odilon Costa

O Brasil já tem mais de 500 startups com foco em soluções financeiras. Porém, de acordo com o Fintech 100, da KPMG, o país possui 3 das 100 fintechs mais inovadoras do mundo, com destaque para a ascensão de neobanks e o crescimento acelerado de serviços 
bancários digitais globais.

Como ainda há muito espaço para esse mercado evoluir no país, os pontos mais fortes neste momento são os indícios de liberação do sistema financeiro (com a flexibilização da entrada de capital estrangeiro) e a concessão de crédito, na modalidade de Sociedade de Crédito Direto. Esse movimento, inclusive, deve impactar a economia nacional, porque haverá mais oferta de crédito, contribuindo para o destravamento dos investimentos.

O FinTech Mining Report, estudo realizado pela Distrito, mapeou o cenário das fintechs no Brasil, identificando as tendências e as tecnologias do setor aqui e no mundo. A seguir quatro tendências que precisamos ficar atentos para não perder essa onda do digital:

Bancos e pagamento mobile

A indústria de pagamentos e bancos mobile mundial movimentou, em 2017, mais de US$ 1 bilhão por dia em transações, segundo a GSMA, e continuará a crescer. O segmento tem sido impulsionado pela acessibilidade que entrega às pessoas excluídas do sistema tradicional, especialmente América Latina e África.

Até o próximo ano é esperada uma queda de 36% no número de transações em agências e aumento de 121% em transações móveis, chegando a 88% do total. Esse movimento impulsionará os investimentos em carteiras digitais e ferramentas de transação sem contato, com transferência instantânea.

Os bancos tradicionais e grandes empresas devem continuar investindo em seus canais digitais, enquanto desenvolvem estratégias para colaborar, adquirir ou investir em startups ou criar suas próprias fintechs. Essas, por outro lado, precisarão de fôlego para enfrentar dificuldades regulatórias e desafios de escala.

Blockchain

A tecnologia e o conceito das criptomoedas já tiveram uma grande influência na transformação do mercado financeiro, com novas formas de transações, infraestrutura e regulamentação, mas ainda há muito pela frente.

Apesar do seu surgimento ter sido ‘fora-da-lei’, essa tecnologia promete ser a base de importantes evoluções no setor, por ter um alto padrão de segurança em quantidades massivas de dados e uma enorme agilidade para reduzir processos intermediários de transações e contratos, que passam de dias a minutos ou segundos.

Atualmente, o setor financeiro gasta US$ 1,7 bilhão por ano com blockchain e espera-se que esse número cresça, assim como a procura por especialistas na tecnologia.

Automação

Os assistentes virtuais já estão substituindo os call centers em várias funções. O próximo passo será a “Automação Inteligente”, que usa Inteligência Artificial combinada à Automação Robótica de Processos. Dessa forma, a automação passa das tarefas e processos repetitivos para a tomada de decisões complexas relativas a investimentos, controle de gastos e aprovação de empréstimos.

Outras tendências são as automações para proteção dos clientes (que ajuda verificar identidade para evitar fraudes e controlar gastos) e o uso de comandos de voz (Voice Banking), que já é oferecido pelo Ally Bank, Mercantile Bank of Michigan e Capital One, mas ainda de forma limitada, permitindo ver apenas as últimas transações.

Open Banking

A abertura dos dados bancários de modo seguro e padronizado para novos serviços financeiros, veio para ficar e continuará orientando novas soluções e mudanças na regulamentação do setor. A União Europeia já é uma referência com a PSD2 (Payments Service Directive 2), que regulamenta a abertura de APIs das instituições financeiras tradicionais.

Seguindo esse exemplo, o Banco Central do Brasil deu o primeiro passo e divulgou o início do processo de implementação do Open Banking no Brasil. Essa nova relação entre as instituições e o os consumidores podem abrir caminho para novas soluções.

Porém, tanta exposição demanda um cuidado especial para que não ocorra vazamento de informações e ataques cibernéticos. Ou seja: o Open Banking é vital para o desenvolvimento do setor financeiro e com um bom planejamento de implementação e mitigação de riscos pode ser uma virada de chave para a disrupção.

*Odilon Costa é CEO da Tree Solution

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019



Análise aumentada é o futuro de dados e analytics

Leonel Nogueira


Diariamente, o volume e a disponibilidade de dados aumentam exponencialmente, o que torna as tomadas de decisões cada vez mais complexas. Para resolver esse problema, desponta a Análise Aumentada, com objetivo de transformar o modo como um conteúdo é desenvolvido, consumido e compartilhado.

Basicamente, a Análise Aumentada, é a automatização de todo o processo prévio à análise de dados realizada pelo cientista de dados. Com alto poder tecnológico, pela a associação do Machine Learning com a Inteligência Aumentada, sua capacidade permite a coleta, limpeza e preparação de um grande volume de dados, sendo capaz de identificar padrões ocultos e disponibilizar insights baseados em análises descritivas e preditivas.

Segundo dados do Gartner, a estimativa hoje, é de que um cientista de dados gaste cerca de 80% do seu tempo de trabalho reunindo, preparando e limpando os dados. Ao utilizar-se da Análise Aumentada o cientista de dados será capaz de fornecer análises avançadas, explorando os dados mais relevantes ao valor do negócio, uma pequena fração do tempo gasto atualmente.

Ferramentas de Análise Aumentada podem ainda incluir o processamento de linguagem natural e interfaces de conversação, permitindo que os usuários interajam com dados e insights, guiando as organizações a melhorarem sua produtividade e outros aspectos essenciais de suas operações.

Ainda, segundo o Gartner, até 2020, a análise aumentada será um fator dominante para novas compras de BI, plataformas de ciência de dados e machine learning. Até 2021, a análise de conversação e o processamento de linguagem natural (PLN) impulsionarão essa metodologia, levando a adoção da tecnologia a quase 50% das empresas.

Os gestores de dados, que planejam adotar análises aumentadas para modernizar as soluções, devem se preocupar com os seguintes itens:

Piloto e validação: identifique onde a automação de algoritmos pode detectar padrões nos dados para reduzir a exploração na fase de análise e melhorar a produtividade dos cientistas de dados altamente qualificados, reconhecendo que ainda precisam validar modelos, descobertas e aplicações;

Escale em toda a empresa: eduque os líderes empresariais e tomadores de decisão sobre o potencial impacto transformacional que a análise aumentada pode ter e se usada por um público mais amplo. Também desenvolva diretrizes para o uso apropriado de ferramentas e recursos de análise aumentada, com ênfase em pessoas e processos;

Mitigue a interpretação incorreta do usuário: use ferramentas de análise aumentada para confirmar ou contestar as descobertas, a partir, das interpretações realizadas por humanos. Além disso, recrute pessoas com habilidades analíticas em todas as funções da empresa para agilizar o processo de adoção;

Avalie os fornecedores: familiarize-se e monitore os recursos analíticos dos fornecedores de plataformas de análise e BI, ciência de dados, ML e de preparação de dados de autoatendimento, assim como startups emergentes à medida que amadurecem;

Explore oportunidades: para complementar as iniciativas existentes de análise e dados, teste as análises aumentadas para problemas de negócios de alto valor que atualmente exigem análise manual demorada;

Construa confiança em modelos assistidos por máquina: promova a colaboração entre cientistas especialistas em dados e usuários para testar e provar o valor. Entenda as limitações dos modelos assistidos por máquina, que funcionam melhor com algoritmos comprovados versus técnicas avançadas;

Melhoria contínua: Avalie continuamente a configuração inicial, a preparação dos dados, a abertura, modelos, número de variáveis ​​suportadas, a gama de algoritmos e a precisão do modelo adotado.

*Leonel Nogueira é CEO da Global TI